O que é Storytelling e por que ele é tão importante?

Um termo muito utilizado por profissionais de Marketing Digital ultimamente, mas que ainda não é tão conhecida por todos é o Storytelling. Trata-se da técnica de envolver o leitor por meio de uma história para atrair a atenção, ou seja, não basta vender o produto, é preciso criar personagens e ter uma trama para que eles façam sentido e o convençam de realizar a compra. 

Existem diferentes elementos para que um texto seja escrito dessa maneira, entre os mais importantes estão:

  • Personagens – não necessariamente pessoas, podem ser animais ou objetos, mas eles precisam ter vida própria e personalidade; 
  • Enredo – é necessário uma ambientação para a história;
  • Contexto – aqui é muito importante informar e situar o leitor em que ano, década ou cenário aquela história está sendo contada; 
  • Diálogo – mesmo que seja um monólogo, ou falas implícitas, trazer diálogos para a narrativa a torna muito mais verossímil. 

A tão famosa Jornada do Herói 

Esse elemento é fundamental para construir toda a sua história, pois a partir da Jornada do Herói que você estabelecerá um começo, meio, clímax e fim; não necessariamente nesta ordem.

Também conhecida como monomito, essa estrutura foi criada em 1949  pelo antropólogo Joseph Campbell e corresponde a estrutura de storytelling mais utilizada em mitos, lendas, romances e obras narrativas. Trata-se de uma fórmula cíclica de contar histórias, na qual o protagonista supera vários desafios para se tornar um herói.

Ele categorizou todas as etapas do protagonista dentro da narrativa e publicou no livro O Herói de Mil Faces (Cultrix/Pensamento, 2004), publicado originalmente em 1949.

Ele explica sua teoria a partir dos arquétipos de Jung e forças inconscientes de Freud, que resultam nos modelos psicológicos comuns a todos os enredos épicos.

Assim, surgiu a estrutura original da jornada do herói, que se divide em 3 fases principais:

  • 1) PARTIDA/SEPARAÇÃO 
  • Mundo cotidiano: o herói começa a jornada em seu mundo comum;
  • Chamado à aventura: ele recebe um chamado para se aventurar pelo desconhecido;
  • Recusa do chamado: inicialmente, ele recusa o chamado por insegurança ou obrigações que o mantém preso ao seu mundo;
  • Encontro com o mentor: ao se comprometer com a missão, o herói se encontra com um mentor ou recebe ajuda sobrenatural;
  • Travessia do primeiro limiar: marca o momento em que o herói cruza uma fronteira para entrar de fato em um novo universo
  • Barriga da baleia: é a metáfora que representa a separação final entre o herói e seu mundo original
  • 2) DESCIDA/INICIAÇÃO 
  • Estrada de provas: é uma série de testes e provações que o herói enfrenta para se transformar;
  • Encontro com a deusa: é quando o herói ganha itens que vão ajudá-lo no futuro, geralmente de uma criatura mítica (representada, nesse caso, pela deusa);
  • A mulher como tentação: simboliza o momento em que o herói quase cai em tentação, atraído por algo prazeroso que tenta desviá-lo da missão;
  • Sintonia com o pai: é o momento em que o herói confronta o elemento ou ser que exerce maior poder sobre sua vida, representado pela figura paterna;
  • Apoteose: é o ponto de realização, em que um novo patamar de compreensão é atingido;
  • A grande conquista: representa o cumprimento do objetivo final da missão.
  • RETORNO
    • Recusa do retorno: depois da experiência da jornada, o herói vivencia um momento de resistência a retornar ao seu mundo ordinário;
    • Voo mágico: representa o voo de volta para o mundo comum;
    • Resgate interior: é quando o herói recebe apoio para voltar à sua vida normal depois da jornada;
    • Travessia do limiar de retorno: representa a capacidade de reter a sabedoria adquirida na viagem e, possivelmente, passá-la adiante;
    • Senhor de dois mundos: é o momento de encontrar o equilíbrio entre os dois mundos, geralmente representado pelo mundo material e espiritual;
    • Liberdade para viver: todo o aprendizado da jornada leva o herói a perder o medo da morte e viver em plena liberdade, concentrando-se no momento presente.

Parece muita coisa não é mesmo? Mas a verdade é que você não precisa seguir todos esses passos como uma receita de bolo para criar o storytelling do seu produto. Tudo irá depender do seu objetivo em contar aquela história e do tempo e formato que você tem para contá-la. 

  • Profissionais de Marketing de Conteúdo interpretam de forma errada

Infelizmente, os criadores de conteúdos e copywriters muitas vezes associam o storytelling como uma prática oposta à publicidade, na qual não se deve mostrar o produto ou interromper os compradores com anúncios. 

Porém, na história da publicidade temos muito storytelling inserido mostrando o  produto e isso tem um tremendo impacto na presença da marca e em vendas. Por exemplo, as histórias contadas por meio de comerciais de TV são inesquecíveis e ajudam as marcas a vender seu produto e fazer com que as pessoas lembrem da empresa. 

Então, cuidado com teorias e textos prontos, tudo vai depender de uma boa estratégia para que a sua ação dê certo! 

Dica de Leitura: Storytelling: aprenda a contar histórias com Steve Jobs, Papa Francisco, Churchill e outras lendas da liderança – Carmine Gallo.

Após a leitura desse livro você aprenderá a usar o storytelling para: – acender a chama interna das pessoas;- simplificar as coisas;- educar;- motivar as pessoas;- mobilizar. E ainda, a autora mostra exemplos concretos de várias histórias.

Lembre-se que leitura e escrita caminham juntas, então para ser um bom contador de histórias, consequentemente, escritor de storytelling é muito importante ter o hábito de leitura diariamente. 

Ficou com alguma dúvida sobre criação de conteúdo e como usamos o storytelling em nossas campanhas? Envie-nos uma mensagem! 

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O que é Storytelling e por que ele é tão importante?

Um termo muito utilizado por profissionais de Marketing Digital ultimamente, mas que ainda não é tão conhecida por todos é o Storytelling. Trata-se da técnica de envolver o leitor por meio de uma história para atrair a atenção, ou seja, não basta vender o produto, é preciso criar personagens e ter uma trama para que eles façam sentido e o convençam de realizar a compra. 

Existem diferentes elementos para que um texto seja escrito dessa maneira, entre os mais importantes estão:

  • Personagens – não necessariamente pessoas, podem ser animais ou objetos, mas eles precisam ter vida própria e personalidade; 
  • Enredo – é necessário uma ambientação para a história;
  • Contexto – aqui é muito importante informar e situar o leitor em que ano, década ou cenário aquela história está sendo contada; 
  • Diálogo – mesmo que seja um monólogo, ou falas implícitas, trazer diálogos para a narrativa a torna muito mais verossímil. 

A tão famosa Jornada do Herói 

Esse elemento é fundamental para construir toda a sua história, pois a partir da Jornada do Herói que você estabelecerá um começo, meio, clímax e fim; não necessariamente nesta ordem.

Também conhecida como monomito, essa estrutura foi criada em 1949  pelo antropólogo Joseph Campbell e corresponde a estrutura de storytelling mais utilizada em mitos, lendas, romances e obras narrativas. Trata-se de uma fórmula cíclica de contar histórias, na qual o protagonista supera vários desafios para se tornar um herói.

Ele categorizou todas as etapas do protagonista dentro da narrativa e publicou no livro O Herói de Mil Faces (Cultrix/Pensamento, 2004), publicado originalmente em 1949.

Ele explica sua teoria a partir dos arquétipos de Jung e forças inconscientes de Freud, que resultam nos modelos psicológicos comuns a todos os enredos épicos.

Assim, surgiu a estrutura original da jornada do herói, que se divide em 3 fases principais:

  • 1) PARTIDA/SEPARAÇÃO 
  • Mundo cotidiano: o herói começa a jornada em seu mundo comum;
  • Chamado à aventura: ele recebe um chamado para se aventurar pelo desconhecido;
  • Recusa do chamado: inicialmente, ele recusa o chamado por insegurança ou obrigações que o mantém preso ao seu mundo;
  • Encontro com o mentor: ao se comprometer com a missão, o herói se encontra com um mentor ou recebe ajuda sobrenatural;
  • Travessia do primeiro limiar: marca o momento em que o herói cruza uma fronteira para entrar de fato em um novo universo
  • Barriga da baleia: é a metáfora que representa a separação final entre o herói e seu mundo original
  • 2) DESCIDA/INICIAÇÃO 
  • Estrada de provas: é uma série de testes e provações que o herói enfrenta para se transformar;
  • Encontro com a deusa: é quando o herói ganha itens que vão ajudá-lo no futuro, geralmente de uma criatura mítica (representada, nesse caso, pela deusa);
  • A mulher como tentação: simboliza o momento em que o herói quase cai em tentação, atraído por algo prazeroso que tenta desviá-lo da missão;
  • Sintonia com o pai: é o momento em que o herói confronta o elemento ou ser que exerce maior poder sobre sua vida, representado pela figura paterna;
  • Apoteose: é o ponto de realização, em que um novo patamar de compreensão é atingido;
  • A grande conquista: representa o cumprimento do objetivo final da missão.
  • RETORNO
    • Recusa do retorno: depois da experiência da jornada, o herói vivencia um momento de resistência a retornar ao seu mundo ordinário;
    • Voo mágico: representa o voo de volta para o mundo comum;
    • Resgate interior: é quando o herói recebe apoio para voltar à sua vida normal depois da jornada;
    • Travessia do limiar de retorno: representa a capacidade de reter a sabedoria adquirida na viagem e, possivelmente, passá-la adiante;
    • Senhor de dois mundos: é o momento de encontrar o equilíbrio entre os dois mundos, geralmente representado pelo mundo material e espiritual;
    • Liberdade para viver: todo o aprendizado da jornada leva o herói a perder o medo da morte e viver em plena liberdade, concentrando-se no momento presente.

Parece muita coisa não é mesmo? Mas a verdade é que você não precisa seguir todos esses passos como uma receita de bolo para criar o storytelling do seu produto. Tudo irá depender do seu objetivo em contar aquela história e do tempo e formato que você tem para contá-la. 

  • Profissionais de Marketing de Conteúdo interpretam de forma errada

Infelizmente, os criadores de conteúdos e copywriters muitas vezes associam o storytelling como uma prática oposta à publicidade, na qual não se deve mostrar o produto ou interromper os compradores com anúncios. 

Porém, na história da publicidade temos muito storytelling inserido mostrando o  produto e isso tem um tremendo impacto na presença da marca e em vendas. Por exemplo, as histórias contadas por meio de comerciais de TV são inesquecíveis e ajudam as marcas a vender seu produto e fazer com que as pessoas lembrem da empresa. 

Então, cuidado com teorias e textos prontos, tudo vai depender de uma boa estratégia para que a sua ação dê certo! 

Dica de Leitura: Storytelling: aprenda a contar histórias com Steve Jobs, Papa Francisco, Churchill e outras lendas da liderança – Carmine Gallo.

Após a leitura desse livro você aprenderá a usar o storytelling para: – acender a chama interna das pessoas;- simplificar as coisas;- educar;- motivar as pessoas;- mobilizar. E ainda, a autora mostra exemplos concretos de várias histórias.

Lembre-se que leitura e escrita caminham juntas, então para ser um bom contador de histórias, consequentemente, escritor de storytelling é muito importante ter o hábito de leitura diariamente. 

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